quarta-feira, abril 20, 2005

Um post a favor do Cinema


Para todos os resistentes afílmicos.

No roteiro da Cinemateca


UN GRAND AMOUR DE BEETHOVEN de Abel Gance. Um filme de 1936.

terça-feira, abril 19, 2005

No roteiro da Cinemateca


HUMAN DESIRE de Fritz Lang (1954).

No roteiro da Cinemateca


THE QUIET MAN de John Ford, de 1952, é um grande filme. Com John Wayne, Maureen O'Hara e Barry Fitzgerald nos principais papeis.

quinta-feira, abril 14, 2005

Humor duvidoso

Notícia de última hora relativa à inauguração da Casa da Música no Porto: Os concertos dos Clã e de Lou Reed foram cancelados há minutos atrás. Irão ser substituídos por uma única actuação de Pedro Burmester que interpretará, em primeiríssima mão, a sua mais recente obra "improvisação para rui rio em Lá menor".
Alternativa à petição "metro até às 3h00" (da qual sou o segundo assinante e amigo do mentor): Jamaica aberto até às 6h30 (assim escuso de estar 30 ou 40 minutos à espera que as portas do metro abram).

Futurologia Episcopal

Segundo o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, Deus já escolheu o próximo candidato do PSD às eleições presidenciais: "enganem-se aqueles que davam como certa a escolha de Aníbal Cavaco Silva, o eleito é Pedro Santana Lopes". E acrescenta: "está escrito nas estrelas, o menino guerreiro vai mesmo andar por aí". Amem.

Einstürzende Neubauten


Foi um grande concerto. Ontem no CCB.

segunda-feira, abril 11, 2005

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", volta-se ao silêncio e muda-se o nome do blogue:

"Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi

Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar"
Tenho oliveira no nome, serei marrano?

Humor duvidoso

Constatação de um facto: Igreja ainda não está preparada para um papa pedófilo. Fontes do Vaticano dizem: "Ainda é muito cedo, vamos deixar esta ideia crescer mais um pouco, as pessoas ainda não estão preparadas, mas vontade não nos falta."

Humor duvidoso

Talabani é o primeiro presidente iraquiano surdo. Quando lhe perguntaram a opinião sobre a presença das tropas norte-americanas no país, não respondeu.

quarta-feira, abril 06, 2005

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e os DEPECHE MODE substituem os Belle & Sebastian.

Humor duvidoso

Surfistas da Malásia e Indonésia exigem novo tsunami.

Humor duvidoso

O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, desmentiu ontem rumores que davam como certa a sua transferência para a Lázio de Roma: "Apenas tenho conhecimento daquilo que tem saído na comunicação social. Ainda é muito cedo para nós estarmos a fazer imaginações desse tipo. Só lhe posso dizer da minha disponibilidade total, que é aquela que tenho há muitos anos, para fazer aquilo que o meu Clube me pede". Agora faltam os clubes chegarem a acordo, que, segundo apurámos junto da Lázio, ainda só não foi possível devido a uma vontade de D. José Policarpo, que exige uma clausula no contrato que obriga o clube a fazer campanha pelo "não" no futuro referendo sobre o aborto em Portugal. As próximas horas serão decisivas. Aguardaremos, pois, futuros desenvolvimentos na paz do Senhor.

Humor duvidoso

Segundo fontes da Santa Sé, as últimas palavras que Sua Santidade o Papa João Paulo II tentou dizer antes de falecer foram: "força Trapattoni, este ano é do Benfica". Perante tal descoberta Pinto da Costa afirmou "mesmo que ainda estivesse vivo, nunca mais lhe apertaria a mão".

No roteiro da Cinemateca


Foi sem dúvida o boxer mais charmoso que já vi. Com uma agilidade, movimentação e jogo de punhos fora do vulgar. Dentro e fora do ringue. E para além de toda a luta há também uma história de amor. GENTLEMAN JIM, realizado por Raoul Walsh em 1942, é um senhor filme.

quinta-feira, março 31, 2005

Um post a favor da Preguiça

Estou de férias e vou continuar
Mas prometo que para a semana
Novidades irei mostrar

quinta-feira, março 24, 2005

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e a música desta vez traz a companhia da imagem. Deixámos o universo de Catarina Chitas e damos agora lugar aos BELLE & SEBASTIAN. E pode encontrar mais dos mesmos aqui.

quarta-feira, março 23, 2005

No roteiro (reflexão e índice)

Tenho evitado - nesta espécie de crónicas - falar muito pormenorizadamente acerca dos filmes que vejo. Prefiro deixá-los sempre em aberto, dizer que gosto ou que não gosto muito (sim, por vezes satisfaço-me com pouco) e, em última instância, referir um ou outro pormenor que me tenha chamado a atenção.
Mais do que a escrita destas crónicas, aquilo que realmente me dá prazer é o visionamento dos filmes. Mas também gosto imenso* de escrever sobre eles. Faço-o, não só pelo desejo egoísta de preservá-los na minha memória, mas também por querer partilhá-los com outras pessoas, mesmo quando apenas refiro o nome do filme e pouco mais do que isso.
E este é o mote para "linkar" os filmes de que aqui falei até ao momento (daqui a uns tempos farei nova actualização):

SPLENDOR IN THE GRASS
LE BASSIN DE J. W. e AS BODAS DE DEUS
THE LAST FLIGHT e DIE ANGST
MORTE A VENEZIA
IT HAPPENED ONE NIGHT
DELIVERANCE e MR. DEEDS GOES TO TOWN
BRINGING UP BABY
A PISCINA, BADLANDS e LOLITA
PEAU D'ÂNE
LES ENFANTS DU PARADIS
JLG/JLG - AUTOPORTRAIT DE DÉCEMBRE

*sempre que utilizo a palavra imenso sinto-me mais lisboeta, porque será?

No roteiro da Cinemateca


Hoje foi dia de rever JLG/JLG - AUTOPORTRAIT DE DÉCEMBRE de1994. E Jean-Luc Godard diz-nos que "a cultura é a regra, a arte é a excepção". Vamos celebrar a beleza da melancolia em plena primavera.

No roteiro da Cinemateca


Faltou falar deste grande filme. Um filme sobre "o espectáculo da vida que se confunde com a vida do espectáculo". Um filme dividido em duas partes e que ao todo deve durar, aproximadamente, 3 horas. E foram 3 horas de pura emoção. E de constrangimento também - de repente estamos a ver a nossa vida mesmo ali, à nossa frente, com os encontros, desencontros, alegrias e tristezas que ela nos proporciona.
LES ENFANTS DU PARADIS é um filme de Marcel Carné e foi rodado entre 1943 e 1945, num período muito conturbado da História (durante a ocupação nazi). Há quem tenha chamado a esse período cinematográfico "les années noires".
O filme é todo ele muito impressionante, quer a nível visual, quer a nível narrativo. Três dos actores destacam-se na representação: Jean-Louis Barrault no papel de Baptiste Debureau; Pierre Brasseur no papel de Frédérik Lemaître; e Arletty no papel de Garance. Mas há outra personagem, bastante enigmática, por sinal, de que se deve também falar: Lacenaire, interpretada por Marcel Herrand, que, segundo descobri, foi inspirada em alguém que realmente existiu. Assim como Debureau (e talvez também as outras personagens, mas isso não posso garantir).

"Paris est tout petit pour ceux qui s’aiment comme nous d’un aussi grand amour"

A vida no teatro "Les Funambules" dá voltas e voltas ao sabor da inevitabilidade do tempo. Como referi, é disso que o filme trata, do espectáculo da vida, das suas contradições e das relações de afastamento e aproximação que os intervenientes constroem entre sim. Trata do amor, da felicidade e drama a ele inerentes. E o filme tem um final aterrador, que deixa tudo em aberto.
E como gosto de finais em aberto... Também gosto de finais felizes: aliás, o cinema, ao longo dos tempos, tem-nos facultado muito isso, a capacidade de sonhar e de pensar que tudo vai acabar bem. Mas os finais em aberto (quando a amante foge no meio da multidão eufórica e ele não a consegue alcançar...) também são muito bons. Deixam-nos desnorteados e nós gostamos.

segunda-feira, março 21, 2005

Um post a favor da Poesia

A comemorar a poesia
Resolvi sair à rua
Sem mau karma e agonia
Da palavra amor à procura

Encontrei o meu outro
Num banco a ler um livro
Sobre a vida do aborto
E a tentar conter o riso

Isto vai de mal a pior
Não aparece a confiança
Nem Violeta, nem bonança
Nem Filipa, nem Leonor

E pelas bandas de São Bento
Elas andam desafogadas
Ao sabor do brando vento
E das histórias mal contadas

E entre a esquerda e a direita
Nem o centro se aguenta
Mas entre a Drago e a Caeiro
Não me importo de ficar no meio

Como o sol se vai pondo
E cerrando o fim do dia
Eu faço assim, de um só jorro
Um post a favor da poesia

sexta-feira, março 18, 2005

No roteiro da Cinemateca


Foi tão bom ver este filme... PEAU D'ÂNE de Jacques Demy, de 1970. E com uma Catherine Deneuve encantadora. Por isso, quase como se comemorasse a primavera antecipadamente, andei nas nuvens durante os 90 minutos que o filme durou, maravilhado com tamanha e deliciosa obra-prima.
O filme começa com um burro que defeca oiro e diamantes. E tem cenas fantásticas e hilariantes. É um conto de fadas lindíssimo, meio psicadélico e totalmente onírico, com fadas, reis, papagaios que cantam e citações de poetas do futuro. Acaba em casamento, a princesa encontra o seu príncipe, e o pai da princesa chega de helicóptero à cerimónia. "Amour, amour, je t'aime tant..."
Saí da sala muito mais feliz do que quando entrei e com uma vontade enorme de encontrar a princesa encantada.
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e muda-se também a música. Esta noite vai continuar a ser boa, mas agora ao som de CATARINA CHITAS.